segunda-feira, 1 de julho de 2019

Like a prayer

Como um bom fã da Madonna que sempre fui, é impossível assistir O Padre e a Moça (1965) e não relacionar com outra obra totalmente diferente como o Like A Prayer. Entre diálogos bem desenvolvidos - até porque é inspirado em um texto do Carlos Drummond - existe vida e morte, religião e repressão, amor e culpa. O filme é carregado de uma melancolia capaz de parecer um personagem próprio. O amor proibido que flerta com a complexidade dos sentimentos que vem com a busca do autoconhecimento e das descobertas de sensações e das culpas tornam todo o enredo com uma força inenarrável.

"Pra onde o senhor tá indo?
Isso não é caminho pra lugar nenhum.
Por que o senhor não responde?
O senhor tá fugindo!
Fugindo só, sem saber pra onde!
A gente pode ir pra qualquer lugar.
É só o senhor querer.
Ninguém conhece a gente.
Se o senhor quiser, a gente pode ir pra qualquer lugar.
A gente pode viver junto, como qualquer pessoa.
Qualquer lugar serve."


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